sábado, 16 de fevereiro de 2013

São tantas emoções

Viajar é uma atividade multissensorial. Todos os sentidos passam por experiências novas, permitindo-se ou não que isso aconteça.
Mas, tem uma emoção em especial que tenho certeza que todos passam, e da qual ninguém se lembra, mas a minha certeza vem da própria observação desse momento.
Todas as pessoas que têm um vínculo com local de origem se emocionam na volta para casa.
Eu não tinha notado isso até a última viagem. Era noite e garoava. Eu mesma fui tomada por uma emoção que me fez ficar com vontade de chorar e senti aquele aperto na garganta, mas segurei o choro para não sair de olhos inchados. Mas, não me pergunte o porquê da emoção, eu não saberia explicar. Olhei em volta e tinha gente com olhos marejados. Aquele barulhinho típico que fazemos com o nariz quando choramos, eu não queria usar a palavra, porque é muito feia, mas lá vai: aquela 'fungadinha' básica de quando choramos, eu ouvi em vários pontos do avião. E não era o frio do ar condicionado. Nem era alívio pelo sucesso do pouso, porque o trajeto foi perfeito, sem nenhuma balançadinha, nem sequer turbulência.
Nessa viagem fiquei em além-mar por 15 dias. Mas, apesar do pouco tempo fora, a volta, ou melhor, o pouso em solo brasileiro foi como um abraço de um amigo de quem se sente saudade e está revendo.

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